Não foi água do mar em que navego
Não foi gota de rio de gruta
Não foi olhar para o sol e ficar cego
Não foi andar, andar a me perder na rua.
Não foi medo do medo e que terrível medo
Não foi pingo d'água de chuva
Não foi pisar nem tão pouco foi por o dedo
Não foi tocar a mão desnuda sem luva
Não foi não saber o que se queria ser
Não foi não ter sido sabe-se lá o que
Não foi sombra do que se nega a ver
Não foi nada não foi nem porque.
Se palavras são só palavras
Escrevo por escrever
Não gosto nem mando cartas
Há quem viva só por viver..
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário