segunda-feira, 23 de agosto de 2004

Não foi água do mar em que navego
Não foi gota de rio de gruta
Não foi olhar para o sol e ficar cego
Não foi andar, andar a me perder na rua.

Não foi medo do medo e que terrível medo
Não foi pingo d'água de chuva
Não foi pisar nem tão pouco foi por o dedo
Não foi tocar a mão desnuda sem luva

Não foi não saber o que se queria ser
Não foi não ter sido sabe-se lá o que
Não foi sombra do que se nega a ver
Não foi nada não foi nem porque.

Se palavras são só palavras
Escrevo por escrever
Não gosto nem mando cartas
Há quem viva só por viver..

Nenhum comentário:

Postar um comentário

 
Velocimetro RJNET