terça-feira, 15 de novembro de 2011
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Eu só quero ser quem eu sei que sou....
Edgar nasceu humano e tornou-se gente pelo menos até o fim da infância quando ganhou seu primeiro milhão no banco imobiliário. Edgar adorou o Jogo!
Ótimo aluno, Edgar completou a graduação, fez concurso público, pós, mestrado, doutorado e parece que continua.
Adquiriu recentemente um iate do qual ouvira falar ser o mais novo símbolo de status nas rodas sociais que frequenta.
Edgar mergulha com cilindro, e ontem mergulhava ali na praia vermelha onde costumo pescar na pedras .
Ao me ver nas pedras, nadou até bem próximo a mim e me lançou a seguinte pergunta...
_Quem é você?
Sou o que pesca em pedras disse eu.
_ Mas ninguém pode ser apenas “ o que pesca em pedras”!
Então Edgar derramou: sou, graduado, pós graduado, fiz mestrado e doutorado, ocupo cargo público para o qual prestei concurso e continuo...Ah, e adquiri recentemente um iate que parece ser o mais novo símbolo de status nas rodas sociais que frequento.
Muito prazer, eu sou o que pesca em pedras.
Edgar desistiu, voltou a mergulhar e saiu na praia, jogou todo o material de mergulho pela areia a fora e veio em minha direção.
_Olha você deve ser louco!
Sou o que pesca em pedras.
_Como assim? Ninguém pode ser somente isso.
-Ao menos pode me dizer o que quer? O que deseja?
Quero pescar a lula que não pesquei na temporada passada, enquanto estava perdido como você está agora, me perguntando se deveria ter, comprar, adquirir, aceitar, consignar algo, que não possa realmente ir além de mim ao ponto de me dizer quem sou.
Sou o que pesca em pedras e adoro!
Ótimo aluno, Edgar completou a graduação, fez concurso público, pós, mestrado, doutorado e parece que continua.
Adquiriu recentemente um iate do qual ouvira falar ser o mais novo símbolo de status nas rodas sociais que frequenta.
Edgar mergulha com cilindro, e ontem mergulhava ali na praia vermelha onde costumo pescar na pedras .
Ao me ver nas pedras, nadou até bem próximo a mim e me lançou a seguinte pergunta...
_Quem é você?
Sou o que pesca em pedras disse eu.
_ Mas ninguém pode ser apenas “ o que pesca em pedras”!
Então Edgar derramou: sou, graduado, pós graduado, fiz mestrado e doutorado, ocupo cargo público para o qual prestei concurso e continuo...Ah, e adquiri recentemente um iate que parece ser o mais novo símbolo de status nas rodas sociais que frequento.
Muito prazer, eu sou o que pesca em pedras.
Edgar desistiu, voltou a mergulhar e saiu na praia, jogou todo o material de mergulho pela areia a fora e veio em minha direção.
_Olha você deve ser louco!
Sou o que pesca em pedras.
_Como assim? Ninguém pode ser somente isso.
-Ao menos pode me dizer o que quer? O que deseja?
Quero pescar a lula que não pesquei na temporada passada, enquanto estava perdido como você está agora, me perguntando se deveria ter, comprar, adquirir, aceitar, consignar algo, que não possa realmente ir além de mim ao ponto de me dizer quem sou.
Sou o que pesca em pedras e adoro!
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Helena
Existe um momento único, ímpar, insolúvel, existe um instante de despedida. É quando o sol se encontra com o mar, é quando a gota de orvalho abandona a pétala, é quando o sorriso cede lugar a saudade já anunciada, é quando a vida despede-se do tempo presente para lançar-se ao eterno.
Helena queria ver o mar, confessava-se com o mar enquanto aguardava pelo encontro com a lua. Helena brincava com a lua, dançava na areia e corria pelas marolas ao reflexo da lua. A lua refletia o brilho de Helena. Helena admirava as tempestades e recebia o batismo das águas das chuvas. Celebrava a vida todos os dias e vivia intensamente momentos mágicos e percebidos por tão poucos.
Havia um quarto branco e a estação era o inverno, nevava, era noite e fria, Helena amava a noite, mas, não gostava de escuridão.
Um intenso perfume de flores do campo preenchia o ambiente mas não havia flor alguma ali.
Helena, imóvel, sobre a cama me disse sem dizer palavra alguma: “esperava por você”.
Helena deixou o corpo, caminhou em minha direção, me abraçou demoradamente, colocou-se mais uma vez de frente para mim, sorriu com um olhar quase divino, então, Helena transformou-se em excência uma vez mais e eu pude sentir quando renasceu em meu coração.
Helena queria ver o mar, confessava-se com o mar enquanto aguardava pelo encontro com a lua. Helena brincava com a lua, dançava na areia e corria pelas marolas ao reflexo da lua. A lua refletia o brilho de Helena. Helena admirava as tempestades e recebia o batismo das águas das chuvas. Celebrava a vida todos os dias e vivia intensamente momentos mágicos e percebidos por tão poucos.
Havia um quarto branco e a estação era o inverno, nevava, era noite e fria, Helena amava a noite, mas, não gostava de escuridão.
Um intenso perfume de flores do campo preenchia o ambiente mas não havia flor alguma ali.
Helena, imóvel, sobre a cama me disse sem dizer palavra alguma: “esperava por você”.
Helena deixou o corpo, caminhou em minha direção, me abraçou demoradamente, colocou-se mais uma vez de frente para mim, sorriu com um olhar quase divino, então, Helena transformou-se em excência uma vez mais e eu pude sentir quando renasceu em meu coração.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Sonho de Sonhar
Transforme-se a noite em dia ainda assim meus segredos estarão confiados à Lua.
Crie-se o mundo uma vez mais, e percorrerei os mesmo passos ,até a primeira encruzilhada que separa caminho de escolha.
Faça-se a luz ao inverso, e assim defina-se a quem caberá iluminar.
Que a terra tome o lugar do céu, e a fé seja forte o suficiente para indicar a quem adorar.
Materializem-se as palavras e percebam os monstros que elas podem ocultar.
Reescrevam as histórias, quiçá, escritas por leitores de outrora ,para que assim se tornem mais verdadeiras.
Tornen-se tangíveis os sentimentos e mais reais as chances de cuidar de cada um deles.
Exista o sonho exatamente como é, apenas sem ter que, visto que sonho repele o impossível.
Crie-se o mundo uma vez mais, e percorrerei os mesmo passos ,até a primeira encruzilhada que separa caminho de escolha.
Faça-se a luz ao inverso, e assim defina-se a quem caberá iluminar.
Que a terra tome o lugar do céu, e a fé seja forte o suficiente para indicar a quem adorar.
Materializem-se as palavras e percebam os monstros que elas podem ocultar.
Reescrevam as histórias, quiçá, escritas por leitores de outrora ,para que assim se tornem mais verdadeiras.
Tornen-se tangíveis os sentimentos e mais reais as chances de cuidar de cada um deles.
Exista o sonho exatamente como é, apenas sem ter que, visto que sonho repele o impossível.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
PAULA
Paula,você me ganhou de presente.
Meu amor se mudou pra lua.
Sonhos, sonhos, sonhos...
À noite sonhei com você.
Nada por mim.
E o mundo não se acabou derretendo castelos.
Paula, fly me to the moon…
Ah, como eu quero
Agora, desculpe o auê.
All over.
Em tudo vejo poesia.
Em Paula Toller encontro Luz.
Meu amor se mudou pra lua.
Sonhos, sonhos, sonhos...
À noite sonhei com você.
Nada por mim.
E o mundo não se acabou derretendo castelos.
Paula, fly me to the moon…
Ah, como eu quero
Agora, desculpe o auê.
All over.
Em tudo vejo poesia.
Em Paula Toller encontro Luz.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Houve um tempo em que eu habitava a escuridão e não é possível precisar o quanto isso durou, porque “lá” o tempo não vai muito além da ausência da luz.
Foi preciso um toque de flauta e um ser iluminado trajando dourado chegar até mim.
Desde então o claro e o escuro se abraçam e resolvem juntos caminhar outra vez, e, as decisões acertadas, se encontram com sopro do tempo, que insiste em não parar.
Houve um tempo em que eu mantinha os meus olhos fechados e habitava o vazio, mas mesmo no escuro, eu nunca deixei de sonhar.
Foi preciso um toque de flauta e um ser iluminado trajando dourado chegar até mim.
Desde então o claro e o escuro se abraçam e resolvem juntos caminhar outra vez, e, as decisões acertadas, se encontram com sopro do tempo, que insiste em não parar.
Houve um tempo em que eu mantinha os meus olhos fechados e habitava o vazio, mas mesmo no escuro, eu nunca deixei de sonhar.
Mal Acostumado
Me acostumei a não escrever por acaso.
Degusto cada pensamento que transcrevo em letras.
Vivo sentimentos e remôo grande parte dos inexatos.
Me acostumei a não ser modelo de nada o que não seja meu de fato.
Degusto cada pensamento que transcrevo em letras.
Vivo sentimentos e remôo grande parte dos inexatos.
Me acostumei a não ser modelo de nada o que não seja meu de fato.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Olá
Eu sou o grão de areia que constrói as praias e a gota d’água que transforma riacho em oceano.
Eu sou a semente esmagada na terra e a raiz profunda que fecunda o chão.
Eu sou o sorriso que aceita a tua lágrima te lembrando que mesmo assim é preciso continuar.
Eu sou a admiração dos lindos cabelos brancos de meus pais e a mão que protege as mãos sempre entrelaçadas dos dois.
Eu sou uma única voz que clama, que canta, que encanta e acolhe.
Eu sou aquele que te acorda do sono da “preguiça” e que te diz apenas : levanta e vai.
Eu sou aquele que sempre acredita mesmo quando você tem medo.
Eu sou aquele que te diz que você pode quase tudo, porque você só não pode mesmo é desistir.
Eu sou aquele que ama os teus defeitos, e acredita no milagre de cada erro teu.
Eu sou a emoção de quando você “chega lá”, e a certeza de que uma nova história já se inicia em tua rica vida.
Eu sou a tua casa no meio do nada fundada no tudo que é estar com você.
Eu sou o filho dos filhos quando olho para eles e desejo “mais tempo “ para que eles sejam “meus”.
Eu sou o pai dos teus mistérios que guardo no meu coração até que você entenda que mistérios devem ser como são.
Eu sou o sonho que você ainda não sonhou, acredite que o mundo precisa mesmo dos sonhos teus.
Eu sou o velho, novo, o mesmo caderno esquecido na mochila e que te acompanha nos estudos. Se fraquejar por um instante, escreva aqui: eu posso e vou conseguir!
Eu sou o trabalho que você não aceita e nem precisa, aceite apenas que você precisa estar ali.
Eu sou o animal com quem você conversa e não se iluda, eu “falo muito pouco” mas escuto sempre atento a tudo o que você me confia.
Eu sou o canto do pássaro que te convida ao descanso no “nada”, agora chega: vai! Continua!.
Eu sou o perfume da chuva, o brilho do sol na gota de suor de tua luta.
Eu sou testemunha de cada passo teu.
Eu sou quem te conhece quando você pensa que está perdido: às vezes você pode apenas recomeçar.
Eu sou aquele que não faz quase nada do que você leu até aqui, então caminha, não perca o rumo, porque se você não for de que vai valer o meu existir.
Eu sou a semente esmagada na terra e a raiz profunda que fecunda o chão.
Eu sou o sorriso que aceita a tua lágrima te lembrando que mesmo assim é preciso continuar.
Eu sou a admiração dos lindos cabelos brancos de meus pais e a mão que protege as mãos sempre entrelaçadas dos dois.
Eu sou uma única voz que clama, que canta, que encanta e acolhe.
Eu sou aquele que te acorda do sono da “preguiça” e que te diz apenas : levanta e vai.
Eu sou aquele que sempre acredita mesmo quando você tem medo.
Eu sou aquele que te diz que você pode quase tudo, porque você só não pode mesmo é desistir.
Eu sou aquele que ama os teus defeitos, e acredita no milagre de cada erro teu.
Eu sou a emoção de quando você “chega lá”, e a certeza de que uma nova história já se inicia em tua rica vida.
Eu sou a tua casa no meio do nada fundada no tudo que é estar com você.
Eu sou o filho dos filhos quando olho para eles e desejo “mais tempo “ para que eles sejam “meus”.
Eu sou o pai dos teus mistérios que guardo no meu coração até que você entenda que mistérios devem ser como são.
Eu sou o sonho que você ainda não sonhou, acredite que o mundo precisa mesmo dos sonhos teus.
Eu sou o velho, novo, o mesmo caderno esquecido na mochila e que te acompanha nos estudos. Se fraquejar por um instante, escreva aqui: eu posso e vou conseguir!
Eu sou o trabalho que você não aceita e nem precisa, aceite apenas que você precisa estar ali.
Eu sou o animal com quem você conversa e não se iluda, eu “falo muito pouco” mas escuto sempre atento a tudo o que você me confia.
Eu sou o canto do pássaro que te convida ao descanso no “nada”, agora chega: vai! Continua!.
Eu sou o perfume da chuva, o brilho do sol na gota de suor de tua luta.
Eu sou testemunha de cada passo teu.
Eu sou quem te conhece quando você pensa que está perdido: às vezes você pode apenas recomeçar.
Eu sou aquele que não faz quase nada do que você leu até aqui, então caminha, não perca o rumo, porque se você não for de que vai valer o meu existir.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Não há sinais de possibilidades de sonhos e os traços sinuosos que deliniam a jornada de tempo de meus dias, têm o tom acinzentado, recheado por um nevoeiro, que me impede de enxergar algo mais além. Trago o crivo indolente, que me posiciona alheio a tudo, e não encontro um outro sentido, a não ser o que me afaste de mim, e me mantenha o mais distante possível, do razoável instinto de transformação da realidade. Já não quero o querer, e, recuso-me a ouvir as vozes de razão que insistem em perseguir meus pensamentos perdidos ou resquícios de memória de tempos menos dolorosos, em que não percebia tanto a solidão a me acompanhar. Nada construo, e as letras que utilizo para registro “morto”, não me pertencem tão quanto eu, que a nada pertenço, a não ser ao nada que evolui reto, quase coeso, em sentindo sem sentindo, vertical, e extremamente resumido pela singularidade do ser. Brincar com palavras tem o gosto abstrato e ausência de aroma que possa disfarçar o azedume da digestão de quem se queira alcançar. Acreditar no tempo, é inserir ilusões em espaços destinados às possibilidades raras de reunir algo em torno do nada, ainda que o intuito seja o de tentar forjar uma visão eloqüente e mais apelativa do esboço lançado na tela da vida, que culmine em sensação de algo mais consistente.
domingo, 8 de março de 2009
A Noite Vem Me Salvar
A noite me salva das perguntas sem respostas e das cobranças de tudo que não posso oferecer e nem quero.
A noite me salva do excesso de luz do sol que tanto aprecio quando já é quase noite.
A noite me salva do sono que não gosto de ter enquanto a noite preenche o melhor horário do meu dia. Que estranho!!!
A noite me salva de tudo que me cansa, do pouco que me alcança, e do quase que me toca onde dói.
A noite me salva do não pensar, ainda que eu pense sobre muitas coisas que não deveria e me esqueça do que mais deveria lembrar.
A noite me salva de olhar para tv, embora deixe-a ligada, para não ter que ouvir o silencio.
A noite me salva dos olhares que desagrado.
A noite me salva de ter que ouvir desabafos.
A noite me salva de ter que engolir asneiras.
A noite me salva de ter que aturar besteiras as minhas inclusive.
A noite me salva de mim porque quando chega a noite eu me deixo simplesmente ir.
A noite me salva do excesso de luz do sol que tanto aprecio quando já é quase noite.
A noite me salva do sono que não gosto de ter enquanto a noite preenche o melhor horário do meu dia. Que estranho!!!
A noite me salva de tudo que me cansa, do pouco que me alcança, e do quase que me toca onde dói.
A noite me salva do não pensar, ainda que eu pense sobre muitas coisas que não deveria e me esqueça do que mais deveria lembrar.
A noite me salva de olhar para tv, embora deixe-a ligada, para não ter que ouvir o silencio.
A noite me salva dos olhares que desagrado.
A noite me salva de ter que ouvir desabafos.
A noite me salva de ter que engolir asneiras.
A noite me salva de ter que aturar besteiras as minhas inclusive.
A noite me salva de mim porque quando chega a noite eu me deixo simplesmente ir.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Procura-se Um Anjo
Procura-se um anjo que mora no ontem e caminha no sempre
sabendo como ninguém por onde anda.
Que veste dourado com uma humildade sem igual.
Fala por música e verte luz.
Procura-se um anjo que brinca nas nuvens.
Escreve nas estrelas com letras que não se pode apagar.
Alguém que se reconhece sem medo de temer.
Que sabe ser por inteiro.
Procura-se um anjo que tem a chave da escuridão
e constrói um caminho de luz.
Procura-se um anjo real e inteiro.
Um anjo que eu conheço.
sabendo como ninguém por onde anda.
Que veste dourado com uma humildade sem igual.
Fala por música e verte luz.
Procura-se um anjo que brinca nas nuvens.
Escreve nas estrelas com letras que não se pode apagar.
Alguém que se reconhece sem medo de temer.
Que sabe ser por inteiro.
Procura-se um anjo que tem a chave da escuridão
e constrói um caminho de luz.
Procura-se um anjo real e inteiro.
Um anjo que eu conheço.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Dezessete Anos De Larissa
Eu vi um coração( e só se podia mesmo ver o coração).
E eu enxerguei um milagre.
Eu vi uma criança (e o universo que ela representaria).
Eu vi uma menina ( e a vida através do olhos dela).
Eu reconheci minha filha ( e não duvide nunca do quanto eu esperava por ti).
São dezessete anos de luz.
Dezessete é o dia do meu aniversário.
Você Larissa é o meu presente de todos os dias dos dias da minha vida.
Parabéns pelos seus dezessete anos.
Parabéns pelo seu aniversário.
Parabéns minha filha amada, pelo poder sem igual, de fazer com que cada vez que te olho nos olhos e converso contigo, tenho a nítida certeza de que posso realmente conversar com Deus.
Papai
E eu enxerguei um milagre.
Eu vi uma criança (e o universo que ela representaria).
Eu vi uma menina ( e a vida através do olhos dela).
Eu reconheci minha filha ( e não duvide nunca do quanto eu esperava por ti).
São dezessete anos de luz.
Dezessete é o dia do meu aniversário.
Você Larissa é o meu presente de todos os dias dos dias da minha vida.
Parabéns pelos seus dezessete anos.
Parabéns pelo seu aniversário.
Parabéns minha filha amada, pelo poder sem igual, de fazer com que cada vez que te olho nos olhos e converso contigo, tenho a nítida certeza de que posso realmente conversar com Deus.
Papai
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Eu tenho quarenta e três
Amanheço ancião todos os dias e adormeço menino
Eu já tenho quarenta e três
Não é que o tempo passa mesmo.
Não sei nem de longe a que vim
Já meus filhos podem ter uma certeza
A de que vieram ser luz e de que o brilho é tanto que ilumina meus passos nos raros instantes em que não me vejo perdido.
Eu ainda tenho quarenta e três.
Amanheço ancião todos os dias e adormeço menino
Eu já tenho quarenta e três
Não é que o tempo passa mesmo.
Não sei nem de longe a que vim
Já meus filhos podem ter uma certeza
A de que vieram ser luz e de que o brilho é tanto que ilumina meus passos nos raros instantes em que não me vejo perdido.
Eu ainda tenho quarenta e três.
domingo, 13 de julho de 2008
Escolhe O Ritmo E Canta.
Não há cinzas nesse dia
Não há ondas nesse mar
Todo azul que vem de cima
Tudo em mim faz transformar
Amanheço antes do dia
Eu escolho só amar
Ao teu lado minha guia
É que eu vou me encontrar
Se a tarde ainda é cedo
E o tempo faz parar
Chega a noite e sem medo
Eu só quero namorar
Luz da lua abre caminho
Eu navego em teu olhar
Não me sinto mais sozinho
Você é farol do mar
Passarinho solta as asas
Me ensina a voar
E ela hoje é toda graça
Livre eu vou me apaixonar
Não há ondas nesse mar
Todo azul que vem de cima
Tudo em mim faz transformar
Amanheço antes do dia
Eu escolho só amar
Ao teu lado minha guia
É que eu vou me encontrar
Se a tarde ainda é cedo
E o tempo faz parar
Chega a noite e sem medo
Eu só quero namorar
Luz da lua abre caminho
Eu navego em teu olhar
Não me sinto mais sozinho
Você é farol do mar
Passarinho solta as asas
Me ensina a voar
E ela hoje é toda graça
Livre eu vou me apaixonar
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Por vezes pego a barca que sai do continente, a antiga é claro, a que contém ferrugem e é mais lenta, eu adoro mesmo desacelerar.
Sonho em estar na barca em um dia de tempestade, em que raios cortem a noite, e o mar esteja revolto, mas é preciso que somente eu esteja na barca, aliás sonho é sonho e no meu sonho tudo é possível, até mesmo eu estar só na barca.
Por vezes pego a barca que sai do continente, a antiga é claro, prefiro a que tem bancos de madeira do lado de fora, vou de pé por todo o trajeto, olho fixamente para os bancos de madeira, onde visualizo em preto e branco uma linda mulher trajando um daqueles lindos vestidos que só conheço por fotos, um daqueles vestidos que revelam uma beleza, pura e sutil, que remete ao clássico ao austero, ainda que confesse que gosto muito dos biquínis que não combinam com sandálias de propaganda.
Por vezes pego a barca que sai do continente, a antiga é claro, a que solta fumaça escura, embora não polua mais do que o mar cor de óleo petroleiros, que insistem em inundar o berçário com a tal crosta escura que advém das manchas do progresso sem controle.
Por vezes pego a barca que sai do continente, a antiga é claro, e quanto mais me afasto e menos ouço mais eu gosto.
Gosto de não ouvir o choro das mães dos filhos entregues pelo exercito aos marginais sem farda dos morros.
Gosto de não ouvir os estampidos dos tiros de balas perdidas, que não raramente, encontram pais que não verão mais seus filhos, ou filhos que não verão mais seus pais.
Gosto de ver os taxis no elevado, fazendo a viagem final do dia na volta pra casa, para rever seus filhos e esposas, aqueles filhos que a policia despreparada não matou, com medo do medo de ser competente, e assumir o verdadeiro papel de proteger os filhos e esposas e os viajantes que vem e vão do trabalho.
Por vezes pego a barca que sai do continente, a antiga é claro, e quanto mais me afasto eu gosto. Gosto de ouvir o silêncio que só ouço em meio ao barulhento motor da barca.
Gosto do efeito da areia se movendo dentro da água no reverso do motor da barca.
Gosto de subir as escadas e ir lá de cima.
Gosto dos pássaros que me acompanham na esperança de uma sardinha que escape das malhas finas das traineiras de pesca que servem aos bandeijões de um real do mercado de peixes do continente.
Gosto dos pássaros de aço que cruzam o céu e aterrizam em um estreito tão estreito de aterro de terra, que desafia a própria física e o pior é que todo mundo sabe e ninguém diz nada.
Más de que vale a vida mesmo se o que move o mundo é o interesse comercial.
Por vezes pego a barca que sai do continente, a antiga é claro, e quanto mais me afasto eu gosto.
Sonho em estar na barca em um dia de tempestade, em que raios cortem a noite, e o mar esteja revolto, mas é preciso que somente eu esteja na barca, aliás sonho é sonho e no meu sonho tudo é possível, até mesmo eu estar só na barca.
Por vezes pego a barca que sai do continente, a antiga é claro, prefiro a que tem bancos de madeira do lado de fora, vou de pé por todo o trajeto, olho fixamente para os bancos de madeira, onde visualizo em preto e branco uma linda mulher trajando um daqueles lindos vestidos que só conheço por fotos, um daqueles vestidos que revelam uma beleza, pura e sutil, que remete ao clássico ao austero, ainda que confesse que gosto muito dos biquínis que não combinam com sandálias de propaganda.
Por vezes pego a barca que sai do continente, a antiga é claro, a que solta fumaça escura, embora não polua mais do que o mar cor de óleo petroleiros, que insistem em inundar o berçário com a tal crosta escura que advém das manchas do progresso sem controle.
Por vezes pego a barca que sai do continente, a antiga é claro, e quanto mais me afasto e menos ouço mais eu gosto.
Gosto de não ouvir o choro das mães dos filhos entregues pelo exercito aos marginais sem farda dos morros.
Gosto de não ouvir os estampidos dos tiros de balas perdidas, que não raramente, encontram pais que não verão mais seus filhos, ou filhos que não verão mais seus pais.
Gosto de ver os taxis no elevado, fazendo a viagem final do dia na volta pra casa, para rever seus filhos e esposas, aqueles filhos que a policia despreparada não matou, com medo do medo de ser competente, e assumir o verdadeiro papel de proteger os filhos e esposas e os viajantes que vem e vão do trabalho.
Por vezes pego a barca que sai do continente, a antiga é claro, e quanto mais me afasto eu gosto. Gosto de ouvir o silêncio que só ouço em meio ao barulhento motor da barca.
Gosto do efeito da areia se movendo dentro da água no reverso do motor da barca.
Gosto de subir as escadas e ir lá de cima.
Gosto dos pássaros que me acompanham na esperança de uma sardinha que escape das malhas finas das traineiras de pesca que servem aos bandeijões de um real do mercado de peixes do continente.
Gosto dos pássaros de aço que cruzam o céu e aterrizam em um estreito tão estreito de aterro de terra, que desafia a própria física e o pior é que todo mundo sabe e ninguém diz nada.
Más de que vale a vida mesmo se o que move o mundo é o interesse comercial.
Por vezes pego a barca que sai do continente, a antiga é claro, e quanto mais me afasto eu gosto.
domingo, 15 de junho de 2008
Se o sol ara a terra e condensa o ar
E a chuva lava a alma que escorre e desaba em mar
Se o rio corta a floresta virgem
E a menina brinca de andar sobre águas nos arredores de um sonho de mulher.
Se o vento sopra brisa ventania e essa calmaria que não se pode explicar.
Silencio não cabe no canto da vida embalada por uma melodia de esperança e dor.
Nasce um sorriso no canto da ironia e tudo do claro e escuro irradia sem que haja lugar para estar.
De perto o longe é saudade e a amizade um engodo que faz enjoar.
Nem tudo que reluz é luz e nem toda ausência um escuro que impeça lumiar.
Tem coisas que falam baixinho ao olhar e outras tantas que formam imagens precisas aos ouvidos e nunca se sabe ao certo se é mesmo verdade querer a verdade escutar.
Degustar os sentidos colher os lírios ressuscitar os mitos e os heróis que salvarão o mundo do enlatado equívoco de abortar o pensar.
Tudo na vida é tempo e o futuro é o passado do exato instante inexato onde o dia começa e a noite transforma-se em despertar
E a chuva lava a alma que escorre e desaba em mar
Se o rio corta a floresta virgem
E a menina brinca de andar sobre águas nos arredores de um sonho de mulher.
Se o vento sopra brisa ventania e essa calmaria que não se pode explicar.
Silencio não cabe no canto da vida embalada por uma melodia de esperança e dor.
Nasce um sorriso no canto da ironia e tudo do claro e escuro irradia sem que haja lugar para estar.
De perto o longe é saudade e a amizade um engodo que faz enjoar.
Nem tudo que reluz é luz e nem toda ausência um escuro que impeça lumiar.
Tem coisas que falam baixinho ao olhar e outras tantas que formam imagens precisas aos ouvidos e nunca se sabe ao certo se é mesmo verdade querer a verdade escutar.
Degustar os sentidos colher os lírios ressuscitar os mitos e os heróis que salvarão o mundo do enlatado equívoco de abortar o pensar.
Tudo na vida é tempo e o futuro é o passado do exato instante inexato onde o dia começa e a noite transforma-se em despertar
sábado, 23 de fevereiro de 2008
O Meu Segredo
O meu segredo é não ter que esconder mais nada de ninguém e principalmente de mim.
O meu segredo é não ter que segregar.
O meu segredo é me permitir.
O meu segredo é caminhar ao leo sem ter que ter que chegar a lugar algum em que não queira estar.
O meu segredo é sentir saudade de quem e tudo o que eu quiser.
O meu segredo é escrever quando quero e rasgar todas as vezes que achar que seja melhor.
O meu segredo é por o dedo dentro do nariz com uma câmera apontada pra minha cara.
O meu segredo é admitir o medo da morte e brincar com ela o máximo que eu puder.
O meu segredo é desejar a mulher se me importar a quem ela possa pertencer.
O meu segredo é dizer não e gostar de ter dito o que eu quis.
O meu segredo é acordar achando a vida uma merda e poder me apaixonar por ela durante o resto do meu dia.
O meu segredo é achar que o mundo já acabou e continuar vivendo de esperança.
O meu segredo é julgar sem ser julgado e cagar e andar para o julgamento que fazem de mim.
O meu segredo é ser brasileiro apesar da vergonha.
O meu segredo é ser um doce vagabundo à procura de trabalho.
O meu segredo é acreditar em felicidade plena. (más somente pros outros)
O meu segredo é dar a cara ao tapa. E se for de mulher até que eu gosto.
O meu segredo é gostar de pés.
O meu segredo é amar o mar.
O meu segredo é fisgar lulas como se fisga peixes.
O meu segredo é me confessar somente pra lua.
O meu segredo é tomar àgua na taça de sorvete.
O meu segredo é não gostar de fotografar pessoas.
O meu segredo é amar mais aos meus pais, meus filhos, alguns amigos e outros parentes do que a mim mesmo, e ter que ouvir que quem não se ama não ama ninguém.
O meu segredo é rever o tempo através dos olhos.
O meu segredo é achar a vida previsível.
O meu segredo é gostar de animais. Só de longe.
O meu segredo é ouvir as vozes que desconheço.
O meu segredo é lembrar de lugares em que “nunca” estive.
O meu segredo é não olhar por onde ando.
O meu segredo é ajoelhar sempre que ouço um canto.
O meu segredo é nivelar por baixo.
O meu segredo é não beijar por acaso.
O meu segredo é encontrar poesia no lixo.
O meu segredo é achar que ouro não deveria passar de pó.
O meu segredo é achar que certo é não ter razão.
O meu segredo é chorar quando tudo vai bem.
O meu segredo é ter dias em que não quero ver ninguém.
O meu segredo é invejar a inteligência.
O meu segredo é viver sem a menor prudência.
O meu segredo é nem sempre escrever de mim.
O meu segredo é gostar de ser o que eu quis.
O meu segredo é esvaziar sentimentos.
O meu segredo é gozar pensamentos.
O meu segredo é aliviar a dor.
O meu segredo é amar por amor.
O meu segredo é acreditar em algumas mentiras minhas.
O meu segredo é roer minhas unhas.
O meu segredo é fumar com culpa.
O meu desejo é não ser diferente de como eu sou.
O meu segredo é não ter que segregar.
O meu segredo é me permitir.
O meu segredo é caminhar ao leo sem ter que ter que chegar a lugar algum em que não queira estar.
O meu segredo é sentir saudade de quem e tudo o que eu quiser.
O meu segredo é escrever quando quero e rasgar todas as vezes que achar que seja melhor.
O meu segredo é por o dedo dentro do nariz com uma câmera apontada pra minha cara.
O meu segredo é admitir o medo da morte e brincar com ela o máximo que eu puder.
O meu segredo é desejar a mulher se me importar a quem ela possa pertencer.
O meu segredo é dizer não e gostar de ter dito o que eu quis.
O meu segredo é acordar achando a vida uma merda e poder me apaixonar por ela durante o resto do meu dia.
O meu segredo é achar que o mundo já acabou e continuar vivendo de esperança.
O meu segredo é julgar sem ser julgado e cagar e andar para o julgamento que fazem de mim.
O meu segredo é ser brasileiro apesar da vergonha.
O meu segredo é ser um doce vagabundo à procura de trabalho.
O meu segredo é acreditar em felicidade plena. (más somente pros outros)
O meu segredo é dar a cara ao tapa. E se for de mulher até que eu gosto.
O meu segredo é gostar de pés.
O meu segredo é amar o mar.
O meu segredo é fisgar lulas como se fisga peixes.
O meu segredo é me confessar somente pra lua.
O meu segredo é tomar àgua na taça de sorvete.
O meu segredo é não gostar de fotografar pessoas.
O meu segredo é amar mais aos meus pais, meus filhos, alguns amigos e outros parentes do que a mim mesmo, e ter que ouvir que quem não se ama não ama ninguém.
O meu segredo é rever o tempo através dos olhos.
O meu segredo é achar a vida previsível.
O meu segredo é gostar de animais. Só de longe.
O meu segredo é ouvir as vozes que desconheço.
O meu segredo é lembrar de lugares em que “nunca” estive.
O meu segredo é não olhar por onde ando.
O meu segredo é ajoelhar sempre que ouço um canto.
O meu segredo é nivelar por baixo.
O meu segredo é não beijar por acaso.
O meu segredo é encontrar poesia no lixo.
O meu segredo é achar que ouro não deveria passar de pó.
O meu segredo é achar que certo é não ter razão.
O meu segredo é chorar quando tudo vai bem.
O meu segredo é ter dias em que não quero ver ninguém.
O meu segredo é invejar a inteligência.
O meu segredo é viver sem a menor prudência.
O meu segredo é nem sempre escrever de mim.
O meu segredo é gostar de ser o que eu quis.
O meu segredo é esvaziar sentimentos.
O meu segredo é gozar pensamentos.
O meu segredo é aliviar a dor.
O meu segredo é amar por amor.
O meu segredo é acreditar em algumas mentiras minhas.
O meu segredo é roer minhas unhas.
O meu segredo é fumar com culpa.
O meu desejo é não ser diferente de como eu sou.
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Acreditei sim! Investi, me entreguei por inteiro e prova disso é que escrachei os meu erros.
Tive bons acertos, muito embora, talvez, somente eu saiba disso.
Cobrei, ah e como eu cobro! Eu cobro somente de quem tem para dar ou até me convencer de que fiz a escolha errada.
Amei? Olha eu amei muito, eu já não acreditava mais na capacidade de amar e amei intensamente.
Só não amei mais do que eu quis, e, nem poderia.
Não existe amor totalmente sem razão.
Perdi! Eu perdi muito tempo, desperdicei tremenda energia, perdi bons momentos, perdi várias chances, inclusive a de ter feito silêncio.
Culpei? Olha eu fui um carrasco.
Se perdi tantas chances de silenciar, talvez e eu acredito realmente que deva haver outra forma de dizer que se está prestes a desviar do caminho.
Quem sabe algo parecido com diálogo. Espera aí, para haver diálogo não é preciso saber ouvir? Sofri? PUXA! EM PEDAÇOS DE MIM!
Vale lembrar que deixo inclusive um pedaço VITAL.
Arrependimento? Só o da descoberta de que se pode mentir “inconscientemente”.
Tudo em nome do amor não é mesmo...
Faria tudo outra vez?
Afirmativamente!
Seria necessário apenas que eu já não conhecesse o final.
Tive bons acertos, muito embora, talvez, somente eu saiba disso.
Cobrei, ah e como eu cobro! Eu cobro somente de quem tem para dar ou até me convencer de que fiz a escolha errada.
Amei? Olha eu amei muito, eu já não acreditava mais na capacidade de amar e amei intensamente.
Só não amei mais do que eu quis, e, nem poderia.
Não existe amor totalmente sem razão.
Perdi! Eu perdi muito tempo, desperdicei tremenda energia, perdi bons momentos, perdi várias chances, inclusive a de ter feito silêncio.
Culpei? Olha eu fui um carrasco.
Se perdi tantas chances de silenciar, talvez e eu acredito realmente que deva haver outra forma de dizer que se está prestes a desviar do caminho.
Quem sabe algo parecido com diálogo. Espera aí, para haver diálogo não é preciso saber ouvir? Sofri? PUXA! EM PEDAÇOS DE MIM!
Vale lembrar que deixo inclusive um pedaço VITAL.
Arrependimento? Só o da descoberta de que se pode mentir “inconscientemente”.
Tudo em nome do amor não é mesmo...
Faria tudo outra vez?
Afirmativamente!
Seria necessário apenas que eu já não conhecesse o final.
domingo, 4 de novembro de 2007
Saudades...
Eu tenho saudades de partes do ontem e sonhos passados com um amanhã melhor.
Eu tenho saudades do quase da minha vida.
Eu tenho saudades dos passos do menino que agora vaga.
Eu tenho saudades de Jessé.
Eu tenho saudades de Gonzaguinha.
Eu tenho saudades de Vinícius compartilhando com Tom Jobim.
Eu tenho Saudades de Tim Maia.
Eu tenho Saudades de Elis Regina.
Eu tenho saudades de Ayrton Senna pilotando o rumo de partes de meu patriotismo.
Eu tenho saudades de Darcy Ribeiro e dos sons dos tambores que sustentavam a vida dele e a minha.
Eu tenho Saudades de Amaro Xisto de Queiroz, de José Xavier Nunes, morro de saudades dos tios que tive.
Eu tenho saudades da voz de minha avó Chiquinha a me falar do amor maior por meu avô João. Eu tenho saudades do brilho do amor no brilho dos olhos dela.
Mulher de um homem só.
Eu tenho saudades dos dias das vidas de meus filhos, tenho saudades dos dias que poderiam ter sido nossos.
Eu tenho saudades dos amores que senti e de continuar acreditando nisso.
Eu tenho saudades de ter do que sentir saudades.
Eu tenho saudades de ter saudades de quase tudo, do quase nada que restou das saudades de mim.
Eu tenho saudades do quase da minha vida.
Eu tenho saudades dos passos do menino que agora vaga.
Eu tenho saudades de Jessé.
Eu tenho saudades de Gonzaguinha.
Eu tenho saudades de Vinícius compartilhando com Tom Jobim.
Eu tenho Saudades de Tim Maia.
Eu tenho Saudades de Elis Regina.
Eu tenho saudades de Ayrton Senna pilotando o rumo de partes de meu patriotismo.
Eu tenho saudades de Darcy Ribeiro e dos sons dos tambores que sustentavam a vida dele e a minha.
Eu tenho Saudades de Amaro Xisto de Queiroz, de José Xavier Nunes, morro de saudades dos tios que tive.
Eu tenho saudades da voz de minha avó Chiquinha a me falar do amor maior por meu avô João. Eu tenho saudades do brilho do amor no brilho dos olhos dela.
Mulher de um homem só.
Eu tenho saudades dos dias das vidas de meus filhos, tenho saudades dos dias que poderiam ter sido nossos.
Eu tenho saudades dos amores que senti e de continuar acreditando nisso.
Eu tenho saudades de ter do que sentir saudades.
Eu tenho saudades de ter saudades de quase tudo, do quase nada que restou das saudades de mim.
sábado, 27 de janeiro de 2007
Eis que o meu anjo cresce a galopes rumo ao despertar de sua vida.
Eis que o menino sonha brincando e brinca sonhando em brincar e brincar e brincar...
Eis que o anjo menino, sorriso estampado na face doce, trás os braços sempre abertos e dispostos a um abraço voluntarioso.
Eis que o príncipe reisinho, senhor de seu mundo, trilha um caminho lindo e transforma o universo que clama por mais carinho.
Eis que o menino sonha brincando e brinca sonhando em brincar e brincar e brincar...
Eis que o anjo menino, sorriso estampado na face doce, trás os braços sempre abertos e dispostos a um abraço voluntarioso.
Eis que o príncipe reisinho, senhor de seu mundo, trilha um caminho lindo e transforma o universo que clama por mais carinho.
sábado, 16 de dezembro de 2006
Que me leve o mar além de mim além mar
Se me falta o ar eu inspiro profundamente no mar
Eu perdido distante do conhecido mar
Naufragando em terras perigosas sonhando rever o mar.
Mar que me leve além, além mar além de mim
Eu inspiro profundamente o ar se me falta o mar
Mar distante conhecido do eu perdido
Sonhando em terras perigosas naufragando rever o mar.
Se me falta o ar eu inspiro profundamente no mar
Eu perdido distante do conhecido mar
Naufragando em terras perigosas sonhando rever o mar.
Mar que me leve além, além mar além de mim
Eu inspiro profundamente o ar se me falta o mar
Mar distante conhecido do eu perdido
Sonhando em terras perigosas naufragando rever o mar.
terça-feira, 21 de novembro de 2006
Quinze Anos De Larissa
São quinze anos de uma vida linda.
São infinitos os sonhos, momentos, desejos e realizações.
Por isso, hoje, no dia do teu aniversário de quinze anos.
Hoje, neste dia tão lindo, neste momento tão especial da tua vida, minha filha.
Quinze vezes mais do que todos os dias dos quinze anos da tua vida, seja feliz.
Quinze vezes mais do que todos os dias dos quinze anos da tua vida, tenha muita saúde.
Quinze vezes mais do que todos os dias dos quinze anos da tua vida, tenha muitos sonhos.
Quinze vezes mais do que todos os dias dos quinze anos da tua vida, continue a caminhar com estes teus passos firmes.
Quinze vezes mais do que todos os dias dos quinze anos da tua vida, sorria, sorria, e sorria. Quinze vezes mais do que todos os dias dos quinze anos da tua vida, esteja em paz.
Quinze vezes mais do que todos os dias dos quinze anos da tua vida, realize os teus planos. Quinze vezes os meus parabéns para você.
Quinze vezes, eu te amo como sempre te amei, antes mesmo do primeiro dia dos quinze anos da tua vida, que são os quinze melhores anos da minha vida, por ter você no meu coração.
Papai
São infinitos os sonhos, momentos, desejos e realizações.
Por isso, hoje, no dia do teu aniversário de quinze anos.
Hoje, neste dia tão lindo, neste momento tão especial da tua vida, minha filha.
Quinze vezes mais do que todos os dias dos quinze anos da tua vida, seja feliz.
Quinze vezes mais do que todos os dias dos quinze anos da tua vida, tenha muita saúde.
Quinze vezes mais do que todos os dias dos quinze anos da tua vida, tenha muitos sonhos.
Quinze vezes mais do que todos os dias dos quinze anos da tua vida, continue a caminhar com estes teus passos firmes.
Quinze vezes mais do que todos os dias dos quinze anos da tua vida, sorria, sorria, e sorria. Quinze vezes mais do que todos os dias dos quinze anos da tua vida, esteja em paz.
Quinze vezes mais do que todos os dias dos quinze anos da tua vida, realize os teus planos. Quinze vezes os meus parabéns para você.
Quinze vezes, eu te amo como sempre te amei, antes mesmo do primeiro dia dos quinze anos da tua vida, que são os quinze melhores anos da minha vida, por ter você no meu coração.
Papai
domingo, 9 de abril de 2006
Ela
Vou tentar aqui transcrever em palavras escritas o que não cala dentro mim.
Não preciso me esforçar em nada para parecer sincera e se procuro palavras é porque nem tudo o que sinto necessariamente pode ser encontrado em um dicionário.
Vou tentar em mim calada, transcrever sincera,necessariamente em palavras e me esforçarei precisa em escrita, que procura parecer com o que vai além do nada.
Não preciso me esforçar em nada para parecer sincera e se procuro palavras é porque nem tudo o que sinto necessariamente pode ser encontrado em um dicionário.
Vou tentar em mim calada, transcrever sincera,necessariamente em palavras e me esforçarei precisa em escrita, que procura parecer com o que vai além do nada.
domingo, 2 de abril de 2006
Com Meus Pais
Agora repito as palavras escritas por mim embora não me pertençam.
São nossas, tanto as palavras, como a poesia, e a vida que é sempre melhor por sermos nós.
Meu pai e minha mãe, minha mãe e meu pai sabem como ninguém como me ler.
Eu, eu não escondo de ninguém que ao lado deles tudo é melhor, eu sou maior, sou feliz.
Estou em casa.
São nossas, tanto as palavras, como a poesia, e a vida que é sempre melhor por sermos nós.
Meu pai e minha mãe, minha mãe e meu pai sabem como ninguém como me ler.
Eu, eu não escondo de ninguém que ao lado deles tudo é melhor, eu sou maior, sou feliz.
Estou em casa.
quarta-feira, 22 de março de 2006
Estrela Amiga
Ávida estrela de brilho irrefutável.
Em meus sonhos tu habitas e a ti confio meus segredos.
Lágrimas libertam-se das janelas de minha alma.
Já não tenho fé, e a esperança se esvai por entre meus dedos.
Sorte daquele que em sorte não confia.
Caminhar, construir o mundo tal qual se imagina.
A escolha é o preço que por vezes vale a vida.
Vale mais ouvir a estrela, companheira,minha amiga.
Em meus sonhos tu habitas e a ti confio meus segredos.
Lágrimas libertam-se das janelas de minha alma.
Já não tenho fé, e a esperança se esvai por entre meus dedos.
Sorte daquele que em sorte não confia.
Caminhar, construir o mundo tal qual se imagina.
A escolha é o preço que por vezes vale a vida.
Vale mais ouvir a estrela, companheira,minha amiga.
domingo, 12 de março de 2006
Quem Te Conhece Não Se Engana Contigo!
Verde é a cor da mentira, da maldade, da hipocrisia.
Verde é moldura de pupila que nada esconde de quem quer ver.
Verde é a cor do ódio, do fulo, do menos, do menor.
Verde é a cor da falsidade, da crueldade, da total ausência de sinceridade.
Verde é um ledo engano, é o que é, é um desencanto.
Verde é um tropeço, um acaso, um estorvo.
Verde é o medo de ser quem se é.
Verde é não saber quem é.
Verde é triste, perdida, decadente.
Verde não sabe falar como gente.
Verde se esconde na estória que cria.
Verde destrói tudo por onde pisa.
Verde é sem alma, sem tempo ou espaço.
Verde é só culpa, só erro, é um atraso.
Verde é injustiça, é insana, é de mentira.
Verde só existe no espelho e não passa de fantasia.
Verde é moldura de pupila que nada esconde de quem quer ver.
Verde é a cor do ódio, do fulo, do menos, do menor.
Verde é a cor da falsidade, da crueldade, da total ausência de sinceridade.
Verde é um ledo engano, é o que é, é um desencanto.
Verde é um tropeço, um acaso, um estorvo.
Verde é o medo de ser quem se é.
Verde é não saber quem é.
Verde é triste, perdida, decadente.
Verde não sabe falar como gente.
Verde se esconde na estória que cria.
Verde destrói tudo por onde pisa.
Verde é sem alma, sem tempo ou espaço.
Verde é só culpa, só erro, é um atraso.
Verde é injustiça, é insana, é de mentira.
Verde só existe no espelho e não passa de fantasia.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2006
Aos 8 acreditava que éramos todos "poetas e que seguia-mos por ruas abertas sem direção certa".
Aos 13 transcrevi isso com letras bordadas de esperança e cada vez mais crédulo.
Aos 14 descobri o amor e como um não do ser amado pode marcar sua vida.
Aos 15 desisti de sofrer e resolvi apenas continuar a amar, percebi que podia contar comigo as vezes.
Aos 16 sonhava com um mundo justo e uma vida mais humana, acreditava em ambos.
Aos 17 não me lembrava mais do amor que tive e apaixonei-me por uma mulher de meia idade. Aos 18 descobri que fazer amor podia fazer crianças e que crianças matavam outras crianças e que o medo pode matar quase tudo.
Aos 19 descobri o perdão e que duas pessoas podem viver juntos por conta de um simples olhar. Aos 20 esperava por ela, jogava futebol, handebol, e brincava de judoca.
Aos 21 esperava por alguém, escrevia pra quem não sei e rasgava tudo que julgava ter ficado bom.
Aos 22 acreditava que "velhos" nasciam assim e que eu escaparia.
Aos 25 pensei melhor no assunto.
Aos 26 me casei com o "olhar" dos 19.
Aos 27 vi o "olhar" partir e decidi observar melhor daí por diante, meus olhos se encontraram com de minha cria.
Aos 28 o medo se apossou de mim.
Até os trinta e tantos sobrevivi com medo.
Ainda na casa dos trinta e tantos, percebi que pode-se escolher a quem amar.
Ah, percebi também que pode-se fazer sempre boas escolhas.
Aos 39 estou descobrindo coisas nova.
O mundo não é de todo mal.
A vida nem sempre é justa.
Os pais são tão culpados quanto os filhos, que por vezes, se esquecem de que serão pais, e, acredite: errarão também.
Viver vale á pena e sorrir é a melhor maneira de continuar acreditando nisso.
A chegada de um filho assusta, más, bem menos do que a política do país.
Os 40 estão bem mais próximos.
Mesmo me sentindo um "menino", com certeza posso ser chamado de "senhor".
E que tudo, tudo mesmo tem um lado bom e um lado não tão bom, o ruim é olhar sempre na mesma direção para não querer alcançar a vida como ela é.
VIVA
Aos 13 transcrevi isso com letras bordadas de esperança e cada vez mais crédulo.
Aos 14 descobri o amor e como um não do ser amado pode marcar sua vida.
Aos 15 desisti de sofrer e resolvi apenas continuar a amar, percebi que podia contar comigo as vezes.
Aos 16 sonhava com um mundo justo e uma vida mais humana, acreditava em ambos.
Aos 17 não me lembrava mais do amor que tive e apaixonei-me por uma mulher de meia idade. Aos 18 descobri que fazer amor podia fazer crianças e que crianças matavam outras crianças e que o medo pode matar quase tudo.
Aos 19 descobri o perdão e que duas pessoas podem viver juntos por conta de um simples olhar. Aos 20 esperava por ela, jogava futebol, handebol, e brincava de judoca.
Aos 21 esperava por alguém, escrevia pra quem não sei e rasgava tudo que julgava ter ficado bom.
Aos 22 acreditava que "velhos" nasciam assim e que eu escaparia.
Aos 25 pensei melhor no assunto.
Aos 26 me casei com o "olhar" dos 19.
Aos 27 vi o "olhar" partir e decidi observar melhor daí por diante, meus olhos se encontraram com de minha cria.
Aos 28 o medo se apossou de mim.
Até os trinta e tantos sobrevivi com medo.
Ainda na casa dos trinta e tantos, percebi que pode-se escolher a quem amar.
Ah, percebi também que pode-se fazer sempre boas escolhas.
Aos 39 estou descobrindo coisas nova.
O mundo não é de todo mal.
A vida nem sempre é justa.
Os pais são tão culpados quanto os filhos, que por vezes, se esquecem de que serão pais, e, acredite: errarão também.
Viver vale á pena e sorrir é a melhor maneira de continuar acreditando nisso.
A chegada de um filho assusta, más, bem menos do que a política do país.
Os 40 estão bem mais próximos.
Mesmo me sentindo um "menino", com certeza posso ser chamado de "senhor".
E que tudo, tudo mesmo tem um lado bom e um lado não tão bom, o ruim é olhar sempre na mesma direção para não querer alcançar a vida como ela é.
VIVA
terça-feira, 17 de janeiro de 2006
domingo, 4 de dezembro de 2005
E agora abraça-me a noite, e eu me lanço ao silêncio, tentando escutar a Lua a repetir serena e exata, as coisas que eu insisto em não querer ouvir de mim.
Aqui onde habita os opostos, onde mora a verdade, que dói mais por existir, é em mim que me encontro no escuro, e de tão transparente, eu nem tento fugir de mim.
Quando a noite me abraça, assim de tal jeito, e o silêncio me alcança por mais que eu corra ao encontro de mim.
Sei que o claro e o escuro se abraçam, e eu me vejo no palco que a vida fez para mim.
Longe é tão perto de tudo, dramatizo outro mundo, que não seja o meu.
Aqui onde habita os opostos, onde mora a verdade, que dói mais por existir, é em mim que me encontro no escuro, e de tão transparente, eu nem tento fugir de mim.
Quando a noite me abraça, assim de tal jeito, e o silêncio me alcança por mais que eu corra ao encontro de mim.
Sei que o claro e o escuro se abraçam, e eu me vejo no palco que a vida fez para mim.
Longe é tão perto de tudo, dramatizo outro mundo, que não seja o meu.
sábado, 10 de setembro de 2005
Canção Para Larissa
Quando você chega trazendo alegria ao meu coração
Eu amanheço meu dia feliz
Larissa é uma estrela é a luz que ilumina a minha vida
Larissa é minha filha é meu tudo é a coisa mais rica
A cor dos meus olhos tem brilho mais forte nos teus
O amor que eu trago no peito e que é todo seu
Filha a minha vida é a sua vida também
Meu Deus abençoe a minha filha amém
Eu amanheço meu dia feliz
Larissa é uma estrela é a luz que ilumina a minha vida
Larissa é minha filha é meu tudo é a coisa mais rica
A cor dos meus olhos tem brilho mais forte nos teus
O amor que eu trago no peito e que é todo seu
Filha a minha vida é a sua vida também
Meu Deus abençoe a minha filha amém
terça-feira, 5 de julho de 2005
Com a chegada dele, Larissa veio nos visitar em casa e é sempre um enorme prazer tê-la aqui junto a nós.
Eu experimentei assim uma emoção linda em minha vida.
Larissa tinha Luiz Fernando em seus braços e foi lindo presenciar o encontro dos irmãos.
Por um instante deixei de estar apenas alegre para saborear o estado de ser feliz.
Desejo a vocês meus filhos além de tudo o que de melhor for, que tenham seus filhos um dia e se não for pedir demais a vida que eu esteja lá para registrar isso.
Amo meus filhos!
Eu experimentei assim uma emoção linda em minha vida.
Larissa tinha Luiz Fernando em seus braços e foi lindo presenciar o encontro dos irmãos.
Por um instante deixei de estar apenas alegre para saborear o estado de ser feliz.
Desejo a vocês meus filhos além de tudo o que de melhor for, que tenham seus filhos um dia e se não for pedir demais a vida que eu esteja lá para registrar isso.
Amo meus filhos!
terça-feira, 15 de fevereiro de 2005
O meu príncipe brinca de rei e chuta a todo instante o que julga ser trono seu.
Eu sorrio feliz e ouço o que o sentir me diz em palavras doces que tocam ao ponto de me inundar de vida que eu vejo linda e nova.
Que seja rei de seus sonhos e seu querer, e escreva com amor a história de sua vida.
Que seja rico de nobreza e sentimentos bons.
Que venha e se sinta em casa, que transforme o que pode, e construa o que quiser.
Que seja pleno no sentir o meu Rei.
Eu sorrio feliz e ouço o que o sentir me diz em palavras doces que tocam ao ponto de me inundar de vida que eu vejo linda e nova.
Que seja rei de seus sonhos e seu querer, e escreva com amor a história de sua vida.
Que seja rico de nobreza e sentimentos bons.
Que venha e se sinta em casa, que transforme o que pode, e construa o que quiser.
Que seja pleno no sentir o meu Rei.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2005
A chuva fina acaricia a janela. A cidade dorme.
Esperança há, ainda que presa dentro das quatro paredes da sala do apartamento aqui em frente.
Toda noite ouço um choro seguido de gemido surdo.
lamento, lamúria, percebo e não entendo nada.
Gosto da noite e seus segredos.
Gosto da chuva que toca os vidros com os dedos.
Gosto de gostar e de gostar de gostar.
No mais, sonho acordado e acredito que seja com o mar.
Uma explosão me desperta de não sei o que.
Parece um tiro ouço um grito acho que de mulher.
Mulheres não rimam com desespero nem mesmo em meio a qualquer explosão.
A noite deve ser uma mulher de bengala.
A boca carnuda de quem está prestes a devorar.
Os dentes ou garras afiados e dispostos a um beijo quente.
Vermelho deve ser a cor da noite.
Essa noite tem cor avermelhada.
Há chuva, luz não há quase nada.
Tem um cão sem raça que toma a calçada.
Um homem na esquina que espera e espera e espera.
Tem alguém que chega só que não na calçada.
Tem um olhar perdido no meio do nada.
Uma alça caida por cima do ombro.
Uma mão no bolso de quem assovia um hino.
Um instrumento quebrado lançado no lixo.
Tem muito do que é quase nada.
Tem tudo e já é madrugada.
Tem um par de sapatos musicais.
Tem um cara, um sujeito, um rapaz atras.
E tem mais.
Esperança há, ainda que presa dentro das quatro paredes da sala do apartamento aqui em frente.
Toda noite ouço um choro seguido de gemido surdo.
lamento, lamúria, percebo e não entendo nada.
Gosto da noite e seus segredos.
Gosto da chuva que toca os vidros com os dedos.
Gosto de gostar e de gostar de gostar.
No mais, sonho acordado e acredito que seja com o mar.
Uma explosão me desperta de não sei o que.
Parece um tiro ouço um grito acho que de mulher.
Mulheres não rimam com desespero nem mesmo em meio a qualquer explosão.
A noite deve ser uma mulher de bengala.
A boca carnuda de quem está prestes a devorar.
Os dentes ou garras afiados e dispostos a um beijo quente.
Vermelho deve ser a cor da noite.
Essa noite tem cor avermelhada.
Há chuva, luz não há quase nada.
Tem um cão sem raça que toma a calçada.
Um homem na esquina que espera e espera e espera.
Tem alguém que chega só que não na calçada.
Tem um olhar perdido no meio do nada.
Uma alça caida por cima do ombro.
Uma mão no bolso de quem assovia um hino.
Um instrumento quebrado lançado no lixo.
Tem muito do que é quase nada.
Tem tudo e já é madrugada.
Tem um par de sapatos musicais.
Tem um cara, um sujeito, um rapaz atras.
E tem mais.
terça-feira, 25 de janeiro de 2005
Sabe o que me move, o que me faz continuar, o que não cala dentro de mim?
Sabe o que eu vejo com o coração, o que eu sinto fluir, o que é parte de mim?
Sabe o mundo que eu acho lindo, a vida que como milagre eu sinto em mim?
Sabe tudo pelo o que escrevo, o mar que eu trago no peito, caminho de vida pra mim?
Sabe DEUS maior que tudo, Sabe DEUS o meu tudo, e que SEMPRE cuida de mim?
LUIZ FERNANDO é um Anjo!
É MEU FILHO!
É LUZ E GUERREIRO DO BEM E É MAIS.
OBRIGADO MEU DEUS POR MAIS ESTE MILAGRE!
Sabe o que eu vejo com o coração, o que eu sinto fluir, o que é parte de mim?
Sabe o mundo que eu acho lindo, a vida que como milagre eu sinto em mim?
Sabe tudo pelo o que escrevo, o mar que eu trago no peito, caminho de vida pra mim?
Sabe DEUS maior que tudo, Sabe DEUS o meu tudo, e que SEMPRE cuida de mim?
LUIZ FERNANDO é um Anjo!
É MEU FILHO!
É LUZ E GUERREIRO DO BEM E É MAIS.
OBRIGADO MEU DEUS POR MAIS ESTE MILAGRE!
segunda-feira, 13 de dezembro de 2004
segunda-feira, 22 de novembro de 2004
Filho
Amanheço apaixonado, o coração aberto transbordando de sentimentos bons.
Há um ser iluminado, querido filho amado que cresce no ventre da mãe.
Então venha que a casa já é sua e é grande a ternura que sentimos por você.
Saiba que a vida é sua amiga e te toca a cada dia com um beijo de amor.
Do Papai apaixonado que muito e muito te ama.
Há um ser iluminado, querido filho amado que cresce no ventre da mãe.
Então venha que a casa já é sua e é grande a ternura que sentimos por você.
Saiba que a vida é sua amiga e te toca a cada dia com um beijo de amor.
Do Papai apaixonado que muito e muito te ama.
segunda-feira, 18 de outubro de 2004
No mais é a lua e a espuma do encontro do mar com a areia e o cunhado tentando pescar uma lula e o Leme essa paz que a noite eu não tenho vontade de estar em outro lugar do mundo que não seja aqui.
Sem mais é o vento, o reflexo do olhar, a estrela que brilha, a onda que vai, vai, vai e me encanta e me alcança e eu me lanço sem mais a sonhar.
Sem mais é o vento, o reflexo do olhar, a estrela que brilha, a onda que vai, vai, vai e me encanta e me alcança e eu me lanço sem mais a sonhar.
domingo, 5 de setembro de 2004
segunda-feira, 23 de agosto de 2004
Não foi água do mar em que navego
Não foi gota de rio de gruta
Não foi olhar para o sol e ficar cego
Não foi andar, andar a me perder na rua.
Não foi medo do medo e que terrível medo
Não foi pingo d'água de chuva
Não foi pisar nem tão pouco foi por o dedo
Não foi tocar a mão desnuda sem luva
Não foi não saber o que se queria ser
Não foi não ter sido sabe-se lá o que
Não foi sombra do que se nega a ver
Não foi nada não foi nem porque.
Se palavras são só palavras
Escrevo por escrever
Não gosto nem mando cartas
Há quem viva só por viver..
Não foi gota de rio de gruta
Não foi olhar para o sol e ficar cego
Não foi andar, andar a me perder na rua.
Não foi medo do medo e que terrível medo
Não foi pingo d'água de chuva
Não foi pisar nem tão pouco foi por o dedo
Não foi tocar a mão desnuda sem luva
Não foi não saber o que se queria ser
Não foi não ter sido sabe-se lá o que
Não foi sombra do que se nega a ver
Não foi nada não foi nem porque.
Se palavras são só palavras
Escrevo por escrever
Não gosto nem mando cartas
Há quem viva só por viver..
sábado, 21 de agosto de 2004
terça-feira, 17 de agosto de 2004
segunda-feira, 16 de agosto de 2004
sexta-feira, 13 de agosto de 2004
Ela leria uns textos seus em tarde de Domingo, ao som de tambores e cores diferentes do preto que lhe cai tão maravilhosamente bem.
Eu fingiria pra mim que a musica disfarçaria o meu interesse declarado e olharia ao redor do nada, assim como quem não está muito interessado ou focado em algo especifico.
Ela saberia que tudo ali me fugiria, ela não.
Eu guardaria os seus movimentos e eles se repetiriam para mim nos dias de saudades e preciosas lembranças do que tivemos e de tudo que deixamos de viver, ao que eu lamentaria e com sofrer.
Eu então, agora, dono do tempo, voltaria e tudo em nós dois eu mudaria, seria eu quem o lugar dela ocuparia, para jamais lhe permitir aceitar um não.
Eu fingiria pra mim que a musica disfarçaria o meu interesse declarado e olharia ao redor do nada, assim como quem não está muito interessado ou focado em algo especifico.
Ela saberia que tudo ali me fugiria, ela não.
Eu guardaria os seus movimentos e eles se repetiriam para mim nos dias de saudades e preciosas lembranças do que tivemos e de tudo que deixamos de viver, ao que eu lamentaria e com sofrer.
Eu então, agora, dono do tempo, voltaria e tudo em nós dois eu mudaria, seria eu quem o lugar dela ocuparia, para jamais lhe permitir aceitar um não.
quinta-feira, 12 de agosto de 2004
quarta-feira, 11 de agosto de 2004
Dama Da Lapa
Não bebe, não beija na boca, faz pose de dama, não fuma disfarça que é puta e acredita.
Não mostra nada além da cara, só trepa com a luz apagada, enfatiza que é recatada.
Não confessa nome verdadeiro, chama de palácio o puteiro onde dorme, só por hoje.
Não xinga, se chora, é calada e no escuro e se goza ninguém vai saber.
Cobra por mera formalidade, não que necessite é claro, apenas vaidade.
Adormece puta e sonha, sonha ainda ser dama.
Não mostra nada além da cara, só trepa com a luz apagada, enfatiza que é recatada.
Não confessa nome verdadeiro, chama de palácio o puteiro onde dorme, só por hoje.
Não xinga, se chora, é calada e no escuro e se goza ninguém vai saber.
Cobra por mera formalidade, não que necessite é claro, apenas vaidade.
Adormece puta e sonha, sonha ainda ser dama.
domingo, 8 de agosto de 2004
Espetáculo ali na praça e eu de cara sem achar graça em nada do que vivo hoje aqui em BH. Enfim é noite e até mesmo o frio me acaricia a pele que repele tudo que não seja lembrança dela. Atravesso a rua e só agora me dou conta de que carro não havia na minha direção sem rumo. Pouso no ponto, aponto pra um cara com cara de sábado e óculos escuros no bolso do uniforme. Eu me dispo de qualquer intenção, subo, jogo uns trocados, recebo em troca um vale que não me vale de nada, por isso esqueço e abandono o tal.
Panfleto cultural nas mãos, abro assim meio que sem vontade, um sorriso me invade, o sorriso dela na foto em que ela posa de poeta perversa.
O panfleto vira aquarela e a João pinheiro passarela, onde de olhos fechados, em sonho dourado, ganho rumo, ganho o sábado e até encontro uma direção.
Panfleto cultural nas mãos, abro assim meio que sem vontade, um sorriso me invade, o sorriso dela na foto em que ela posa de poeta perversa.
O panfleto vira aquarela e a João pinheiro passarela, onde de olhos fechados, em sonho dourado, ganho rumo, ganho o sábado e até encontro uma direção.
sábado, 7 de agosto de 2004
SALVE TERESA, DONA DA LAPA!
Teresa desce o morro no salto, requebra faceira o corpo violão.
No boteco fila um cigarro, nos arcos mija no chão, continua...
Atravessa a calçada, ganha a rua, debocha da outra que domina a esquina.
Desce a alça do curtíssimo, mira um carro qualquer e faz sinal com a mão.
Esconde uns trocados nos seios, bate a porta da viatura segue na contra mão.
O salto quebrado abandona, sacode o pano ligeira, anda apressada e se liga no malandro que chega de busão.
Brilho no olhar de Teresa, reflexo da corda do H, terno branco pele dúbia, olhar de fera, garrafa na mão.
Chega se joga, beija e fala nada, o cara cospe no chão.
Se enrosca, afasta as pernas, abre e espaço não falta não.
Correm, fogem, encontram um beco, começa num beijo, segura na mão.
Teresa ensaia um rugido, o malandro disfarça com a boca na dela.
Teresa gosta ele não.
Lua no palco da noite, nua Teresa no chão, sangue traçando o caminho.
Teresa é só solidão.
No boteco fila um cigarro, nos arcos mija no chão, continua...
Atravessa a calçada, ganha a rua, debocha da outra que domina a esquina.
Desce a alça do curtíssimo, mira um carro qualquer e faz sinal com a mão.
Esconde uns trocados nos seios, bate a porta da viatura segue na contra mão.
O salto quebrado abandona, sacode o pano ligeira, anda apressada e se liga no malandro que chega de busão.
Brilho no olhar de Teresa, reflexo da corda do H, terno branco pele dúbia, olhar de fera, garrafa na mão.
Chega se joga, beija e fala nada, o cara cospe no chão.
Se enrosca, afasta as pernas, abre e espaço não falta não.
Correm, fogem, encontram um beco, começa num beijo, segura na mão.
Teresa ensaia um rugido, o malandro disfarça com a boca na dela.
Teresa gosta ele não.
Lua no palco da noite, nua Teresa no chão, sangue traçando o caminho.
Teresa é só solidão.
sexta-feira, 6 de agosto de 2004
Mais uma final feliz me apraz e eu quase acredito que a vida é de fato novela.
Um beijo técnico me enche a boca e o peito que de desejo, faz meu coração tremer.
Ela diria que hoje eu estou mais pra Vando e só agora percebo que era elogio dela.
Tempo é coisa que sempre é tempo de ser.
Chego bem perto do que dizem ser saudades, sentir saudades do que nunca foi meu um dia? Bonito é conviver por inteiro e saborear a delícia do que é ser um ser para um outro que sabe ser especial.
Amar deve ser mais e sempre mais por aí.
Um beijo técnico me enche a boca e o peito que de desejo, faz meu coração tremer.
Ela diria que hoje eu estou mais pra Vando e só agora percebo que era elogio dela.
Tempo é coisa que sempre é tempo de ser.
Chego bem perto do que dizem ser saudades, sentir saudades do que nunca foi meu um dia? Bonito é conviver por inteiro e saborear a delícia do que é ser um ser para um outro que sabe ser especial.
Amar deve ser mais e sempre mais por aí.
terça-feira, 3 de agosto de 2004
Gente De Teatro
Faz de conta que a vida é justa na vida da gente que faz arte viva.
Faz de conta que com sorriso retribui a vida na vida da gente que faz sorrir a vida de outra gente.
Faz de conta que a vida não escuta as estórias da gente que ouve essa gente da arte essa gente maravilhosa.
Faz de conta que a vida não fica ali espreitando a vida da gente que faz vida na vida da gente enquanto faz arte.
Faz de conta que a vida é honesta com a gente que promove festa pra gente enquanto a gente se inunda de arte.
Faz de conta que a vida é eterna pra gente que imortaliza os momentos da vida da gente que assiste essa gente.
Faz de conta que a vida é um palco na vida da gente que faz a gente acreditar que arte é pra sempre e pra sempre essa gente da arte vai brilhar.
Faz de conta que com sorriso retribui a vida na vida da gente que faz sorrir a vida de outra gente.
Faz de conta que a vida não escuta as estórias da gente que ouve essa gente da arte essa gente maravilhosa.
Faz de conta que a vida não fica ali espreitando a vida da gente que faz vida na vida da gente enquanto faz arte.
Faz de conta que a vida é honesta com a gente que promove festa pra gente enquanto a gente se inunda de arte.
Faz de conta que a vida é eterna pra gente que imortaliza os momentos da vida da gente que assiste essa gente.
Faz de conta que a vida é um palco na vida da gente que faz a gente acreditar que arte é pra sempre e pra sempre essa gente da arte vai brilhar.
domingo, 1 de agosto de 2004
De Volta Pra Dentro
Que merda de festa que puta é aquela que amanheceu ao lado do travesseiro que fiz na areia. Que porra de vida, sofrida, sentida, partida ,parida em pedaços de mim.
Nasce o sol eu esqueço de tudo à minha volta e a minha religião agora é o sol.
Eu que vivo no Rio e hoje moro na praia onde um tal tubarão resolveu descansar.
Vento leva uma vela é um barco uma caravela que vem me salvar.
Parto pra longe de tudo, contudo pro fundo de mim outra vez.
Deixo em letras de sangue em um pedaço do retrato rasgado em que poso de feliz.
Fui pra nunca mais ter que ser de outro jeito além do meu jeito imperfeito de ser como eu sou. Assim...
Nasce o sol eu esqueço de tudo à minha volta e a minha religião agora é o sol.
Eu que vivo no Rio e hoje moro na praia onde um tal tubarão resolveu descansar.
Vento leva uma vela é um barco uma caravela que vem me salvar.
Parto pra longe de tudo, contudo pro fundo de mim outra vez.
Deixo em letras de sangue em um pedaço do retrato rasgado em que poso de feliz.
Fui pra nunca mais ter que ser de outro jeito além do meu jeito imperfeito de ser como eu sou. Assim...
quinta-feira, 8 de janeiro de 2004
Filha
Cresce menina quase mulher.
Cresce que a vida não espera .
Cresce em sonhos, desejos, conquistas.
Cresce mais ainda em meu peito a saudade de ter você em meu colo.
Cresce não para caminha com o tempo.
Cresce e continua criança em meu peito.
Cresce que a vida não espera .
Cresce em sonhos, desejos, conquistas.
Cresce mais ainda em meu peito a saudade de ter você em meu colo.
Cresce não para caminha com o tempo.
Cresce e continua criança em meu peito.
quarta-feira, 26 de novembro de 2003
Ao Amor Da Minha Vida
Só um amor assim capaz de fazer brilhar o meu olhar ao me ver iluminado em teu olhar.
Só um amor assim capaz de me fazer querer viver tudo o que vivemos, estamos vivendo, estaremos vivendo e construiremos por viver e para viver em nossa história, que agora eu sei, continua, e está ainda começando.
Só um amor assim capaz de me trazer de volta ao caminho do bem, da paz, da harmonia, da transformação do que é para o que for melhor.
Só um amor assim cuidado por ANJOS que encontraremos um dia, abençoado por Deus, celebrado pela vida e vivido por nós dois juntos, como um só, pode nos fazer transcender até o maior .
Só um amor assim como o que eu sinto em você por mim, como o que vive em mim e que é para você Fernandinha, pode me fazer dizer com todo a certeza do meu coração:
Você é sim a minha alma gêmea Fernandinha amor da minha vida!
Só um amor assim capaz de me fazer querer viver tudo o que vivemos, estamos vivendo, estaremos vivendo e construiremos por viver e para viver em nossa história, que agora eu sei, continua, e está ainda começando.
Só um amor assim capaz de me trazer de volta ao caminho do bem, da paz, da harmonia, da transformação do que é para o que for melhor.
Só um amor assim cuidado por ANJOS que encontraremos um dia, abençoado por Deus, celebrado pela vida e vivido por nós dois juntos, como um só, pode nos fazer transcender até o maior .
Só um amor assim como o que eu sinto em você por mim, como o que vive em mim e que é para você Fernandinha, pode me fazer dizer com todo a certeza do meu coração:
Você é sim a minha alma gêmea Fernandinha amor da minha vida!
domingo, 16 de novembro de 2003
Ao Amigo Poeta
Poeta, não fujas mais da vida, entrega-te de corpo e coração inusitadamente.
Poeta, mesmo que atrasado, amanhece tua vida transformando teu dia em serenidade.
Poeta, abre tua alma agora, deixe que as emoções esparramem-se por todo teu ser.
Poeta, acredita que o momento é único e eterno o teu prazer até findar-se o agora.
Poeta, olha e sorri para ti, reconhece-te por mais um segundo e não fujas mais de ti.
Poeta, mesmo que atrasado, amanhece tua vida transformando teu dia em serenidade.
Poeta, abre tua alma agora, deixe que as emoções esparramem-se por todo teu ser.
Poeta, acredita que o momento é único e eterno o teu prazer até findar-se o agora.
Poeta, olha e sorri para ti, reconhece-te por mais um segundo e não fujas mais de ti.
sábado, 15 de novembro de 2003
No Melhor Momento
Hoje eu começo a respirar livre.
Hoje quero escutar e ouvir as verdades como elas são ainda que não me pertençam.
Hoje não vou mais julgar e me preparar para aceitar o que não posso entender.
Hoje vou me amar de qualquer maneira começando por me permitir.
Hoje vou sorrir para mim e aceitar o meu sorriso.
Hoje vou deixar meu coração receber a vida como deve ser: NATURALMENTE.
Hoje vou andar pelo mundo e me sentir em casa.
Hoje vou abrir as janelas da minha vida e deixar-me fluir.
Hoje vou deixar que as portas do passado se fechem a serviço do tempo.
Hoje estou vivendo o presente do presente vendo a vida como ela é: DA MELHOR MANEIRA QUE EU QUISER QUE A VIDA SEJA PARA MIM.
Hoje vou vivenciar as mudanças sem medo do novo e experimentar o diferente.
Hoje vou transformar alguma coisa em algo melhor, mas, só se eu puder.
Hoje não vou me cobrar nada, além de não me cobrar nada, e não cobrar nada de ninguém.
Hoje eu não vou mais desistir de mim.
Hoje eu vou limpar meus pés com terra.
Hoje eu vou beber água e regar de energia todo o meu ser.
Hoje vou entregar-me à chuva de pétalas e vou adorar.
Hoje vou olhar além de mim e reconhecer-me parte do todo: VOU FAZER O MELHOR DE MIM. Hoje vou dormir com sono, beber com sede, comer com fome e ser feliz por escolha própria.
Hoje vou fazer tudo assim: SENDO TUDO O QUE EU QUISER SER PARA MIM.
do melhor tempo do meu dia de todos os dias de minha vida.
Hoje quero escutar e ouvir as verdades como elas são ainda que não me pertençam.
Hoje não vou mais julgar e me preparar para aceitar o que não posso entender.
Hoje vou me amar de qualquer maneira começando por me permitir.
Hoje vou sorrir para mim e aceitar o meu sorriso.
Hoje vou deixar meu coração receber a vida como deve ser: NATURALMENTE.
Hoje vou andar pelo mundo e me sentir em casa.
Hoje vou abrir as janelas da minha vida e deixar-me fluir.
Hoje vou deixar que as portas do passado se fechem a serviço do tempo.
Hoje estou vivendo o presente do presente vendo a vida como ela é: DA MELHOR MANEIRA QUE EU QUISER QUE A VIDA SEJA PARA MIM.
Hoje vou vivenciar as mudanças sem medo do novo e experimentar o diferente.
Hoje vou transformar alguma coisa em algo melhor, mas, só se eu puder.
Hoje não vou me cobrar nada, além de não me cobrar nada, e não cobrar nada de ninguém.
Hoje eu não vou mais desistir de mim.
Hoje eu vou limpar meus pés com terra.
Hoje eu vou beber água e regar de energia todo o meu ser.
Hoje vou entregar-me à chuva de pétalas e vou adorar.
Hoje vou olhar além de mim e reconhecer-me parte do todo: VOU FAZER O MELHOR DE MIM. Hoje vou dormir com sono, beber com sede, comer com fome e ser feliz por escolha própria.
Hoje vou fazer tudo assim: SENDO TUDO O QUE EU QUISER SER PARA MIM.
do melhor tempo do meu dia de todos os dias de minha vida.
sexta-feira, 14 de novembro de 2003
Vejo Você
Meus olhos são lentes vivas que te enxergam com ternura.
Tu que és bela e perfeita por natureza.
Meu coração são portas abertas disposto a receber-te, aceitar-te e acolher-te a todo instante, a todo momento.
Tu que és bela e perfeita por natureza.
Meu coração são portas abertas disposto a receber-te, aceitar-te e acolher-te a todo instante, a todo momento.
sábado, 1 de novembro de 2003
Mesmo Eu
Mesmo só, ainda se é livre.
Mesmo infinito, ainda se é pequeno.
Mesmo a morte, por vezes não inibe a vida.
Alguém por aí acredita?
Mesmo infinito, ainda se é pequeno.
Mesmo a morte, por vezes não inibe a vida.
Alguém por aí acredita?
domingo, 26 de outubro de 2003
Amigo X Inimigo
Por vezes tantas em que me procuro, encontro-me perdido de mim mesmo.
Levitando em meus pensamentos saio de mim e assisto-me impressionado e pasmo.
A crítica a que me submeto é a autocrítica à qual não permito espaços de tempo.
Quão estranho sou para mim mesmo!
Quão distante e dividido!
Partes que compreendo, partes as quais me incluo, outras, não imagino como se fizeram.
Analiso-me confuso e vencido.
Vejo-me dois, eu meu espelho invertido.
Um companheiro e amigo, o outro, meu maior inimigo.
Levitando em meus pensamentos saio de mim e assisto-me impressionado e pasmo.
A crítica a que me submeto é a autocrítica à qual não permito espaços de tempo.
Quão estranho sou para mim mesmo!
Quão distante e dividido!
Partes que compreendo, partes as quais me incluo, outras, não imagino como se fizeram.
Analiso-me confuso e vencido.
Vejo-me dois, eu meu espelho invertido.
Um companheiro e amigo, o outro, meu maior inimigo.
quarta-feira, 22 de outubro de 2003
Quando Acordar
Quando acordar quero banhar-me de raios de vida, e, respirar aliviado como criança que abandona o útero.
Quero quando acordar, não abandonar o sonho, mas, imortaliza-lo por toda manhã.
E assim, estando apenas diante de mim ou quem sabe ainda, eu possa ter o sol como testemunha deste despertar.
Hei de enxergar no que vejo, de escutar no que ouço, sem dizer no que falo.
Ou tão somente abraçar-me carinhosamente, oferecendo-me a brisa da manhã em que me reencontro.
Pode amanhã não chegar, ou nem tudo dar certo.
Pode o sol se esconder e a noite se alongar.
Pode o mundo poder, e a vida, ah a vida tudo pode poder.
Basta-me agora saber que eu quis.
Sabe-se lá o que é o querer!
Quero quando acordar, não abandonar o sonho, mas, imortaliza-lo por toda manhã.
E assim, estando apenas diante de mim ou quem sabe ainda, eu possa ter o sol como testemunha deste despertar.
Hei de enxergar no que vejo, de escutar no que ouço, sem dizer no que falo.
Ou tão somente abraçar-me carinhosamente, oferecendo-me a brisa da manhã em que me reencontro.
Pode amanhã não chegar, ou nem tudo dar certo.
Pode o sol se esconder e a noite se alongar.
Pode o mundo poder, e a vida, ah a vida tudo pode poder.
Basta-me agora saber que eu quis.
Sabe-se lá o que é o querer!
sábado, 18 de outubro de 2003
Duvido
Tem muita coisa que me intriga.
Por vezes pergunto, outras, não acredito que valha a pena.
Na eterna procura descubro-me vazio e adoro.
O nada me toca ao ponto de quase e apenas isso despertar em mim esperança.
Duvido...
Por vezes pergunto, outras, não acredito que valha a pena.
Na eterna procura descubro-me vazio e adoro.
O nada me toca ao ponto de quase e apenas isso despertar em mim esperança.
Duvido...
quinta-feira, 16 de outubro de 2003
Bem X Mal
Não há mal que não se desfaça ou bem que não se realize.
O bem não luta, não briga, realiza!
Não gera expectativas, cria opções, designa certezas.
O bem não julga, confirma o livre arbítrio.
O bem não mede esforços, não determina distância, abre caminhos!
O bem é confortante e magnífico.
O bem é conciliador, o bem apazigua.
O bem serena, acalma, sem provocar inércia!
O bem é democrático e não escolhe alvo!
O mal. Ah! O mal!
Sinto-me tão bem e é tão bom estar bem que torna-se desnecessário falar do mal.
O bem não luta, não briga, realiza!
Não gera expectativas, cria opções, designa certezas.
O bem não julga, confirma o livre arbítrio.
O bem não mede esforços, não determina distância, abre caminhos!
O bem é confortante e magnífico.
O bem é conciliador, o bem apazigua.
O bem serena, acalma, sem provocar inércia!
O bem é democrático e não escolhe alvo!
O mal. Ah! O mal!
Sinto-me tão bem e é tão bom estar bem que torna-se desnecessário falar do mal.
quarta-feira, 15 de outubro de 2003
terça-feira, 14 de outubro de 2003
À larissa, minha filha,meu amor.
Brota um sorriso que trago em meu peito
As lágrimas em meus olhos não fazem esconder
Nasce Larissa de quem o coração já conheço
É a vida o sorriso que nasceu em meu peito.
As lágrimas em meus olhos não fazem esconder
Nasce Larissa de quem o coração já conheço
É a vida o sorriso que nasceu em meu peito.
segunda-feira, 13 de outubro de 2003
Em Mim
Tudo em mim se cala
Nada em mim constrói
Hoje eu não quero nada
Além de falar com os olhos ouvindo a tua voz.
Nada em mim constrói
Hoje eu não quero nada
Além de falar com os olhos ouvindo a tua voz.
sábado, 11 de outubro de 2003
Sem Palavras
Silêncio se faz vocês não entendem.
Saibam, pessoas se comunicam.
Ela escuta, não debate.
Apenas aceita, sofre, condena-se e curva.
Saibam, pessoas se comunicam.
Ela escuta, não debate.
Apenas aceita, sofre, condena-se e curva.
quarta-feira, 8 de outubro de 2003
Não Minha
E Deus criou o mar, o vento, as estrelas, e criou o Sol e a Lua.
E fez o dia e fez a noite, e em tudo e tudo o que fez foi grande.
E foi perfeito por ter te criado, e te criou livre e te criou mulher, e te fez linda.
Agradeço a Deus pelo o mar, o vento, as estrelas.
Agradeço a Deus pelo Sol e pela Lua, pela noite e pelo dia.
Só pergunto a Deus o motivo por não ter te criado minha.
E fez o dia e fez a noite, e em tudo e tudo o que fez foi grande.
E foi perfeito por ter te criado, e te criou livre e te criou mulher, e te fez linda.
Agradeço a Deus pelo o mar, o vento, as estrelas.
Agradeço a Deus pelo Sol e pela Lua, pela noite e pelo dia.
Só pergunto a Deus o motivo por não ter te criado minha.
terça-feira, 7 de outubro de 2003
V
Vida vale ver verdade
Você valente vai vencer
Vasto vale verde vive
Vem você vamos viver
Vale vida ver verdade
Valente você vai vencer
Vale vasto verde vive
Você vem vamos viver
Ver vida vale verdade
Vai você valente vencer
Verde vasto vale vive
Vamos vem você viver
Vida verdade vale ver
Vencer valente você vai
Vive vasto vale verde
Viver vamos vem você
Você valente vai vencer
Vasto vale verde vive
Vem você vamos viver
Vale vida ver verdade
Valente você vai vencer
Vale vasto verde vive
Você vem vamos viver
Ver vida vale verdade
Vai você valente vencer
Verde vasto vale vive
Vamos vem você viver
Vida verdade vale ver
Vencer valente você vai
Vive vasto vale verde
Viver vamos vem você
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