domingo, 8 de agosto de 2004

Espetáculo ali na praça e eu de cara sem achar graça em nada do que vivo hoje aqui em BH. Enfim é noite e até mesmo o frio me acaricia a pele que repele tudo que não seja lembrança dela. Atravesso a rua e só agora me dou conta de que carro não havia na minha direção sem rumo. Pouso no ponto, aponto pra um cara com cara de sábado e óculos escuros no bolso do uniforme. Eu me dispo de qualquer intenção, subo, jogo uns trocados, recebo em troca um vale que não me vale de nada, por isso esqueço e abandono o tal.
Panfleto cultural nas mãos, abro assim meio que sem vontade, um sorriso me invade, o sorriso dela na foto em que ela posa de poeta perversa.
O panfleto vira aquarela e a João pinheiro passarela, onde de olhos fechados, em sonho dourado, ganho rumo, ganho o sábado e até encontro uma direção.

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