Existe um momento único, ímpar, insolúvel, existe um instante de despedida. É quando o sol se encontra com o mar, é quando a gota de orvalho abandona a pétala, é quando o sorriso cede lugar a saudade já anunciada, é quando a vida despede-se do tempo presente para lançar-se ao eterno.
Helena queria ver o mar, confessava-se com o mar enquanto aguardava pelo encontro com a lua. Helena brincava com a lua, dançava na areia e corria pelas marolas ao reflexo da lua. A lua refletia o brilho de Helena. Helena admirava as tempestades e recebia o batismo das águas das chuvas. Celebrava a vida todos os dias e vivia intensamente momentos mágicos e percebidos por tão poucos.
Havia um quarto branco e a estação era o inverno, nevava, era noite e fria, Helena amava a noite, mas, não gostava de escuridão.
Um intenso perfume de flores do campo preenchia o ambiente mas não havia flor alguma ali.
Helena, imóvel, sobre a cama me disse sem dizer palavra alguma: “esperava por você”.
Helena deixou o corpo, caminhou em minha direção, me abraçou demoradamente, colocou-se mais uma vez de frente para mim, sorriu com um olhar quase divino, então, Helena transformou-se em excência uma vez mais e eu pude sentir quando renasceu em meu coração.
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