domingo, 4 de dezembro de 2005

E agora abraça-me a noite, e eu me lanço ao silêncio, tentando escutar a Lua a repetir serena e exata, as coisas que eu insisto em não querer ouvir de mim.
Aqui onde habita os opostos, onde mora a verdade, que dói mais por existir, é em mim que me encontro no escuro, e de tão transparente, eu nem tento fugir de mim.
Quando a noite me abraça, assim de tal jeito, e o silêncio me alcança por mais que eu corra ao encontro de mim.
Sei que o claro e o escuro se abraçam, e eu me vejo no palco que a vida fez para mim.
Longe é tão perto de tudo, dramatizo outro mundo, que não seja o meu.

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