sexta-feira, 10 de fevereiro de 2006

Aos 8 acreditava que éramos todos "poetas e que seguia-mos por ruas abertas sem direção certa".
Aos 13 transcrevi isso com letras bordadas de esperança e cada vez mais crédulo.
Aos 14 descobri o amor e como um não do ser amado pode marcar sua vida.
Aos 15 desisti de sofrer e resolvi apenas continuar a amar, percebi que podia contar comigo as vezes.
Aos 16 sonhava com um mundo justo e uma vida mais humana, acreditava em ambos.
Aos 17 não me lembrava mais do amor que tive e apaixonei-me por uma mulher de meia idade. Aos 18 descobri que fazer amor podia fazer crianças e que crianças matavam outras crianças e que o medo pode matar quase tudo.
Aos 19 descobri o perdão e que duas pessoas podem viver juntos por conta de um simples olhar. Aos 20 esperava por ela, jogava futebol, handebol, e brincava de judoca.
Aos 21 esperava por alguém, escrevia pra quem não sei e rasgava tudo que julgava ter ficado bom.
Aos 22 acreditava que "velhos" nasciam assim e que eu escaparia.
Aos 25 pensei melhor no assunto.
Aos 26 me casei com o "olhar" dos 19.
Aos 27 vi o "olhar" partir e decidi observar melhor daí por diante, meus olhos se encontraram com de minha cria.
Aos 28 o medo se apossou de mim.
Até os trinta e tantos sobrevivi com medo.
Ainda na casa dos trinta e tantos, percebi que pode-se escolher a quem amar.
Ah, percebi também que pode-se fazer sempre boas escolhas.
Aos 39 estou descobrindo coisas nova.
O mundo não é de todo mal.
A vida nem sempre é justa.
Os pais são tão culpados quanto os filhos, que por vezes, se esquecem de que serão pais, e, acredite: errarão também.
Viver vale á pena e sorrir é a melhor maneira de continuar acreditando nisso.
A chegada de um filho assusta, más, bem menos do que a política do país.
Os 40 estão bem mais próximos.
Mesmo me sentindo um "menino", com certeza posso ser chamado de "senhor".
E que tudo, tudo mesmo tem um lado bom e um lado não tão bom, o ruim é olhar sempre na mesma direção para não querer alcançar a vida como ela é.
VIVA

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