Se o sol ara a terra e condensa o ar
E a chuva lava a alma que escorre e desaba em mar
Se o rio corta a floresta virgem
E a menina brinca de andar sobre águas nos arredores de um sonho de mulher.
Se o vento sopra brisa ventania e essa calmaria que não se pode explicar.
Silencio não cabe no canto da vida embalada por uma melodia de esperança e dor.
Nasce um sorriso no canto da ironia e tudo do claro e escuro irradia sem que haja lugar para estar.
De perto o longe é saudade e a amizade um engodo que faz enjoar.
Nem tudo que reluz é luz e nem toda ausência um escuro que impeça lumiar.
Tem coisas que falam baixinho ao olhar e outras tantas que formam imagens precisas aos ouvidos e nunca se sabe ao certo se é mesmo verdade querer a verdade escutar.
Degustar os sentidos colher os lírios ressuscitar os mitos e os heróis que salvarão o mundo do enlatado equívoco de abortar o pensar.
Tudo na vida é tempo e o futuro é o passado do exato instante inexato onde o dia começa e a noite transforma-se em despertar
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